Sabe aquele clássico papo de bar, onde se discute cultura wébica, religião, política, futebol y otras cositas más? Então. Aqui é a mesma coisa, só que na Internet. Neste espaço falaremos um pouco de tudo, e um muito de nada. Provavelmente alcoolizados*, ou não.
*O nível alcoólico dos posts (e dos editores) varia de acordo com os horários das postagens (e o nível de parceria dos chefes).
Lágrimas. Muitas lágrimas escorrendo, ainda que não literalmente. Dos mais antigos e clássicos games do à la Atarizão véio de guerra, até os mais modernos First Person Shooting de hoje em dia. E no recheio, tudo o que veio entre uma coisa e outra. (Ê, saudade de jogar RPG só de texto...)
Sério, gente. Fazia muito tempo que eu não jogava um jogo tão simples e tão foda ao mesmo tempo. É uma baita experiência de imersão em apenas 1.22gb. Explico.
A galere que joga direto já tem mais do que experiência em explorar dungeons (e pra quem não tem, dungeons são tipo aqueles calabouços sombrios, masmorras de castelo, enfim), desde os primeiros Elder Scrolls, passando por Diablo, World of Warcraft, entre outros tantos RPG's.
A diferença brutal está no formato: em todos estes jogos, encarnávamos personagens armados até os dentes, treinados nas artes da magia de destruição e cura, e revestidos por armaduras virtualmente indestrutíveis e carregando poções dos mais variados efeitos. Nestas condições, não importa que venha um esqueletinho ou um War Deathlord, estamos preparados para enfrentá-los. Damos um grito mental ("Pra cima deles, negads"!) e o bicho pega.
Não em Amnesia: The Dark Descent. Aqui, encarnaremos um papel que é sempre escarnecido nos RPG's e filmes: o papel do cagalhão. Um cara desarmado, desconfiado, e apavorado! (Quem conhece o Samwell Tarly de Game of Thrones tá ligado a que me refiro).
A mecânica do jogo consiste em explorar o ambiente e solucionar puzzles dos mais variados tipos. Até aí, tudo bem. Os gráficos não são nada de espetacular, mas também não deixam a desejar. É um jogo simples, como eu disse lá em cima. Durante a exploração, descobriremos que nosso herói cagão tem medo do escuro: o cara não pode ficar muito tempo em um ambiente sem luz que começa a ter alucinações, a visão desfoca, enfim, começa a perder a sanidade que é a outra "barra de energia" além do health clássico.
O negócio é catar fósforos e óleo para a lamparina, e usá-los com sabedoria. Você não vai querer ficar sozinho no escuro com um monstro assassino, que só foi visto de relance enquanto você e o personagem soltavam um grito de pavor e afinavam correndo para se esconder dentro de um armário e esperar o bitcho ir embora.
E aí entra outro detalhe sacana: o esquema de abrir e fechar portas. Tipo, para abrir uma porta, você tem que clicar, segurar o clique e arrastar o mouse para trás pra abrir a porta. Ok, é fácil. Só que todas as portas abrem para trás! Imagina uma fuga desesperada e apavorada onde não dá pra empurrar a porta pra frente e seguir correndo. Não, tem que parar, clicar, abrir, e seguir correndo, mas agora sabendo que o bicho tá mais perto. Adrenalina pura, maifrendi.
Mas o fodalhástico mesmo, na minha humilde opinião, é o audio do jogo. Sério. A cada barulhinho estranho numa sala, o personagem se assusta e começa a ficar com a respiração pesada, arfante, e não tem como não ser contagiado pela atmosfera. Gritos distantes e sons de baixa frequência (bastante comuns em filmes de horror) completam o ambiente sombrio de arrepiar até os cubelhos cabelos do sovaco jogando de madrugada com as luzes apagadas.
Bom, o texto já tá extenso demais pra um review de jogo (que aliás é o primeiro que escrevo na vida). Vamos parando por aqui para evitar o maledeto tl ; dr (too long; didn't read). Desculpem a minha imperícia técnica (não citei o estúdio produtor, nem a config mínima do jogo, mas dane-se).
E se todas as horas que gastamos jogando pudessem - mesmo - ajudar a salvar o mundo?
Sério! Imagine todas as horas dedicadas a Skyrim, a Angry Birds, até ao mthrfckr Farmville ou whatever joguinho, serem utilizadas para solucionar problemas reais do cotidiano!
Impossibru?
Não é o que diz a inspirada Jane McGonigal neste vídeo que é até meio old (2010), mas tem tanto conteúdo que mais do que merece ser postado aqui no Boteco.
Separe 20 minutos da sua vida pra entender que os jogos podem, sim, mudar o mundo! Mesmo!
Até hoje não conheço uma única pessoa que tenha visto o vídeo e tenha dito "não curti, não valeu a pena".
Para quem tem o Xbox360 fica fácil explicar, mas para quem ainda não teve coragem ($) para comprar, fica aqui mais uma vantagem em utilizar o console da Microsoft.
O joguinho é bem simples, o negócio é ir combinando os elementos fundamentais (Ar, Terra, Fogo e Água) para formar novos elementos.
Como tu podes ver daí, recém comecei e só criei 7 dos 115 elementos possíveis. E pelo visto o game vai até a criação de seres complexos como humanos e animais, além de uma seção especial para criaturas míticas como fantasmas, zumbis e dragões.