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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Descoberta (a verdadeira) verdade por trás da performance holográfica de Tupac no Coachella 2012!


Boa parte do mundo ficou chocada com a reaparição de Tupac Amaru Shakur no festival Coachella. Mas eu já suspeitava desde o princípio que a verdadeira verdade é como o vídeo aí de cima mostra!

Ficamos todos imaginando como vai ser lindo, em breve, termos de volta aos palcos figuras como Bob Marley, John Lennon, Kurt Cobain, E FINALMENTE O PRÓPRIO RAUL tocando, pra não fazer uma lista muito longa.

Este post aqui - obviamente - é uma brincadeira. Se quiser saber seriamente como é que ressucitaram o homi, é melhor espiar este post aqui do pessoal do Gizmodo BR, que, diferente da gente, não bebe em serviço.

Ah! E se quiser ver o show inteiro com Dr. Dre, Eminem, Snoopy Dog e cia, clica aqui ó!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

#Philosophê: 2012, Mayas, Fim do Mundo, #SOPA, #PIPA... (Parte III)



Bom, chegamos a 2012. E nenhuma grande mudança aconteceu. Hein?

Empresas buscam cada vez mais a sustentabilidade dos seus processos. Pessoas unem-se em prol de causas coletivas, na rua e não só na Internet. Governos caíram pela articulação do povo - ou da consciência coletiva deste povo. Os mais céticos vão dizer que eu estou encontrando pelo em ovo, mas duvido que um cético tenha lido todos os posts. Alguns dirão que é "muita riponguice pra pouco blog". Que seja.

O motivo por trás de todo este resgate etílico-filosófico está nos protestos mundiais contra a #SOPA, #PIPA e #ACTA. Pessoas comuns de todo o globo se manifestaram em prol da liberdade de expressão, da coletividade, do nosso contra o meu. Creative Commons vs. Copyright. People vs. Government. E o povo venceu!


Talvez pela primeira vez na história, boa parte da humanidade mobilizou-se a favor de uma causa que beneficia a todos em detrimento de alguns poucos. Se isso não é um puta salto na consciência coletiva global, não sei o que é.

Só sei que muita gente é a favor da sustentabilidade, do consumo consciente, do que é justo em vez do que é lucrativo. Se for justo e lucrativo então, fechou todas. E é a esta Grande Mudança que eu acho que os mayas se referiam: ou nos tornamos uma raça coletiva e concordante - Homo pacem, Homem de Paz - ou uma raça individualista e discordante - Homo agressus, Homem Agressivo - fadado a autodestruição.

Ou destruímos a nós mesmos e o planeta para satisfazer aos nossos desejos imediatos e consumistas, ou mudamos nosso estilo de vida em busca da harmonia da nossa espécie com o planeta. Sim, agora eu ripongueei legal, e admito. Os protestos contra a #SOPA e #PIPA não representam isso, mas me faz bem acreditar que sim, que estamos caminhando - ou melhor optando - pela harmonia com a Terra. Pelo bem estar coletivo acima do bem estar individual.

Pode não querer dizer nada. Ou pode querer dizer que talvez, quem sabe, de repente, se pá, estejamos trocando a autodestruição pela harmonia, a guerra pela paz, a censura pela liberdade. O meu pelo nosso. (E não, não sou socialista, só pra constar).

Desculpe se me repito: pode não ser nada, mas pra mim é muito. E pra ti?




#Philosophê: 2012, Mayas, Fim do Mundo, #SOPA, #PIPA... (Parte II)

Observatório astronômico de Chichén Itzá

Abusamos. Exploramos recursos naturais ao máximo, sem reposição, gerando um ciclo de esgotamento natural - como mostra o sensacional vídeo Story of Stuff.

Espécies sumiram do mapa, florestas desapareceram, o clima da Terra foi ficando gradativamente mais quente. E, enquanto isso, a própria civilização humana estimula um estilo de vida egocêntrico, egoísta, consumista e hedonista. "Cada um por si, e Deus por todos", diz o ditado. Ou "o maior engole o menor", ou ainda "a sobrevivência do mais apto" para os darwinianos sociais.

A matemática maya é baseada num sistema vintesimal, diferente do nosso que é decimal. Por uma razão muito simples: temos 20 dedos ao todo, e não 10. Não vou me aprofundar na explicação da importância do 20, basta saber que ele é a base da matemática deles.

Poizentão. 20 anos antes de 2012, as coisas já começaram a se agitar aqui no nosso planetinha azul. É só pensar nos avanços da ciência e da tecnologia de 1992 pra cá. 




Com a popularização da Internet a partir dos anos 2000, começamos a desenvolver uma coisa que era o ápice para os mayas: a consciência coletiva. 

E conforme íamos nos aproximando do fatídico ano de 2012, esta consciência coletiva foi se aprimorando, se enraizando em cada ser, em cada cultura. E indo além: saindo da telinha, do virtual, para o mundo real. O próprio Fórum Social Mundial de 2005, que deu início a parte I deste post, é uma expressão desta nova consciência coletiva se manifestando.


E aí vieram as mídias sociais, o YouTube, o crowdsourcing, o crowdfunding, a co-criação. Todas elas expressões deste embrião de consciência coletiva.

Os mayas diziam (e eu concordo) que a Terra é um ser vivo e pulsante, cuja consciência é a soma de todas as consciências nela contidas. Um exemplo bem básico pra explicar isso somos nós mesmos, seres humanos pluricelulares e complexos: cada célula do nosso corpo é um ser vivo único, independente, que trabalha em conjunto com outras células, para que possamos ser um animal senciente da raça Homo sapiens sapiens.

Imagine a confusão que daria se um grupo de células do intestino grosso briga com um grupo de células do intestino delgado, e como resultado o estômago entra em greve. Mas não, isso não acontece, há harmonia no conjunto. Nossas células todas trabalham em conjunto do bem estar do ser maior - eu ou você. E, quando começam a se reproduzir louca e desordenadamente, sem função e sem controle, temos um câncer...

Se a união da "consciência" e da atividade das nossas células forma cada um de nós, não faz sentido pensar que com um organismo maior - a Terra - a coisa seja diferente. A única diferença é que o grupo de células humanas vive em desacordo, enquanto todas as outras - toda a Natureza - cumprem seu papel. É como se nós seres humanos, reduzidos a células de Gaia, defendêssemos só o nosso lado, o pessoal que forma o dedão do pé só pensa em si, e nos seus iguais, as do nariz também, e assim por diante.

Mas a "soma das consciências humanas" nunca teve um modo de expressão, por assim dizer. O mais próximo que temos disso seria a Wikipedia (hehe): um conjunto de ideias auto-reguladas e auto-organizadas em prol do conhecimento. Excluindo os trolls da equação, é um belo exemplo.

Feito o paralelo da consciência coletiva com os mayas, chegamos ao fim desta parte II.

Continua na parte III...

#Philosophê: 2012, Mayas, Fim do Mundo, #SOPA, #PIPA... (Parte I)



Buenas, vou inaugurar mais um quadro aqui no Boteco. Afinal, não existe papo de bar sem filosofia etílica, é, ou não é, ou não é?

Pelo tema, é um #philosophê um tanto quanto longo, então vou ter que dividir por partes. Ainda não sei quantas serão.

Bora lá.

No Fórum Social Mundial de 2005 conheci e passei a acompanhar o tal do "Calendário Maya" de que tanto se fala. Fui atrás de informação quente mesmo, como funcionam os selos, os números, o que significa esta coisa de que todo mundo fala e ninguém entende. E renderia 1000 posts só explicar isso. Mas não é este o intuito. A introdução vai ser chata bem didática e explicativa, mas chegaremos a um desfecho adelante. Ou não.

A questão aqui é abordar o tal "Fim do Mundo" tão alardeado pela Grande Mídia e repetido ad infinitum. O tal "Fim do Mundo" de que tanto falam é do que o final do Calendário de Conta Longa, que termina em   12.19.19.17.19 (20 de dezembro de 2012) e reinicia em 13.0.0.0.0 (21 de dezembro de 2012). É como se fosse um "reveillon" após "um ano" que durou 25.525 anos - que é o tempo que nosso sistema solar leva pra dar 1/5 da volta em torno do buraco negro que é o centro da Via Láctea (sim, eles calcularam isso tudo 5000 anos antes do surgimento da NASA!).

Pois bem. Os mayas descobriram que a Natureza (não só a Terra, mas o Universo inteiro) é regida por ciclos.E que estes ciclos tem significados inerentes a cada parte da passagem, assim como o verão é quente, o inverno é frio, etc, etc.
"Cada ciclo tem uma vibe, saca?". - RIP, Ongo.

O que interessa é que os mayas previram que no fim do ciclo de 25.525 anos a humanidade se veria defrontada com uma situação periclitante, uma Grande Mudança, que definiria o nosso futuro enquanto raça. E isso foi adotado pelos Desinformados da Silva como o prenúncio do fim do mundo.

Esta Grande Mudança de que os mayas falavam era uma mudança de pensamento de modo de vida. Nossa sociedade é baseada no sistema cristão-capitalista-ocidental, que por sua vez se sustenta no modelo físico mecanicista de Newton, e no modelo matemático de Descartes, o Plano Cartesiano. Tirando a Física Quântica, toda a nossa ciência se apoia nestes dois indivíduos aí.

E a sociedade ocidental cresceu vendo a Terra como uma máquina, o corpo humano como uma máquina, a Natureza como uma máquina, onde cada ação gera uma reação de mesma intensidade e força contrária. E que se uma máquina dá problema, é só substituir a peça que está com defeito (transplante, por ex).

E assim a sociedade progrediu, conquistou os céus, a Terra e o espaço, extraindo recursos naturais sem repor, exaurindo, explorando. Afinal, a Terra é só um pedaço de rocha inerte flutuando no espaço, que nos foi dado para explorarmos ao nosso bel prazer... #OhWAIT! Aquecimento global, terremotos, enchentes, tsunamis... Parece que a Terra não é tão inerte assim...

Continua na Parte II...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012