Ontem vimos assombrados (tá, eu estava assombrado, ao menos) as possibilidades do "oclinhos Google" - o Project Glass. E como notícia de ontem já é notícia velha, e Tudo é um Remix, a galeres já se apropriou da novidade e saiu fazendo piada. Como não poderia deixar de ser.
Sabe aquele clássico papo de bar, onde se discute cultura wébica, religião, política, futebol y otras cositas más? Então. Aqui é a mesma coisa, só que na Internet. Neste espaço falaremos um pouco de tudo, e um muito de nada. Provavelmente alcoolizados*, ou não. *O nível alcoólico dos posts (e dos editores) varia de acordo com os horários das postagens (e o nível de parceria dos chefes).
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quinta-feira, 5 de abril de 2012
Google Glasses: Uma ótima maneira de se machucar
Ontem vimos assombrados (tá, eu estava assombrado, ao menos) as possibilidades do "oclinhos Google" - o Project Glass. E como notícia de ontem já é notícia velha, e Tudo é um Remix, a galeres já se apropriou da novidade e saiu fazendo piada. Como não poderia deixar de ser.
terça-feira, 3 de abril de 2012
#Philosophê: A Era Pós-Viral
A TV aberta vem perdendo espaço desde que os computadores (e o YouTube) invadiram o horário de lazer dos brasileiros (sempre com um belo atraso em relação ao dito "Primeiro Mundo"). Segundo o Ibope, houve uma queda de 9% no número de televisores ligados na Grande São Paulo em relação ao mesmo período em 2011. Ou seja: a galeres está navegando mais e vendo menos TV. O tão almejado mercado de TV On Demand que era o foco das pesquisas em TV digital no início dos anos 2000 foi por água abaixo, justamente porque torrents, MegaUploads e Netflixes da vida surgiram.
E veja: isso é bom! Significa que não somos mais obrigados a aceitar goela abaixo uma programação enlatada, programada para nos emburrecer, nos fazer consumir e blablabla whiskas sachê. Agora o horário nobre "é o MEU horário", quando eu resolver sentar na frente da TV (ligada por cabo HDMI a algum dispositivo à la notebook, PC, smartphone, iPad ou o que for) pra assistir a um programa que me interessa no horário em que eu bem entender. E sem intervalos comerciais. \o/
Assim, o modelo de negócio da TV aberta normal se vê em apuros, e o grande lance é construir um ponto de convergência entre a programação e a Interwebz. E o CQC - um dos pioneiros nesta empreitada aqui nas terras de D. Pedro - mandou muito bem e tá aí firme e forte até hoje
Agora vamos ao outro lado. Agora não temos mais os malfadados gatekeepers, os Guardiões do Portão que escolhiam a programação a ser veiculada (não mesmo? E os blogs de humor? E o Jacaré Banguela? E o Não Intendo? E as Fanpages de "Ria no Face"?). Teoricamente, podemos escolher o que assistir, como assistir, quando assistir e onde assistir. E não só vídeos, mas qualquer tipo de conteúdo: textos, imagens, música, enfim.
Mas o quê - exatamente - estamos consumindo? Com a ascensão dos públicos de nicho, é difícil saber. Mas podemos dar uma vislumbrada através do que é sucesso. E lá vamos nós analisar a "mente coletiva".
Kony - Invisible Children foi o viral mais rápido da história. Mesmo sendo um vídeo longo para os padrões wébicos - 30 minutos de duração - o original já foi visto mais de 86 milhões de vezes. Some a isso os derivativos, as repostagens e as traduções, podemos chutar 130, 150 milhões de views fácil, fácil. Ok, é um documentário, tem um objetivo: mobilizar as pessoas em prol das crianças vítimas das guerras na África. Sem entrar no mérito da questão, é um bom motivo. Ajudar as crianças da África. Period.
Mas os memes e virais brasileiros - em geral - não são tão nobres. Na verdade, nada nobres. Aqui nas terras tupiniquins o que espalha que nem rastilho de pólvora são os #FAILS. Dizer no comercial da TV "que está todo mundo presente no lançamento do prédio, menos a Luísa que está no Canadá" não é bonito, é #Fail. Quanto mais tosco, mais malfeito, mas ridículo for algo, mais rápido nós (sim, eu e você também somos) brasileiros compartilhamos, replicamos, remixamos, nos apropriamos.
A prova provada, como no dito "mármore esculpido em Carrara" que virou "cuspido e escarrado" é o Para Nossa Alegria. Com mais de 11 milhões de visualizações no vídeo original, é uma afronta tão grande ao bom gosto musical que acaba sendo engraçado. Entre cópias, derivações, reposts e afins, dá pra chutar talvez 30 milhões de visualizações. E que acaba indo parar na agonizante programação da tal TV Aberta, que antes pautava a Internet e agora é pautada por ela.
Convenhamos que ver a galeres do Jornal Hoje pagando de fã da Luísa foi uma das cenas mais ridículas que eu já vi na vida. Mas... quem é que compôs e gravou a sério a música "Para Nossa Alegria" mesmo? Ops, o nome da música nem é este! É "Galhos Secos"!
Antes, éramos obrigados a engolir a novela das 8, as muitas edições do BBB, o Jornal Nacional, o Faustão, enfim. Não tínhamos opção (a não ser pagar TV a cabo).
E agora que podemos escolher ver o que bem entendermos, sem ter um "curador" ou um "gatekeeper" pra dizer o que deve ou não deve ser visto, quais músicas merecem ir pra rádio, qual banda tem que aparecer na TV... será que estamos escolhendo bem?
IMPORTANTÍSSIMO:
Galeres, deu um trabalho docaraleo colocar esta caixa de comentários ligada ao Facebook que tá aí logo abaixo do post. Ficaríamos extremamente agradecidos se vocês comentassem AQUI, porque tudo o que for comentado AQUI aparece automaticamente LÁ! Sacaram?! Só valeu! \o/
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